21 de outubro de 2011

Pelstra Roger Narboni


“O plano piloto de iluminação para a cidade antiga de Jerusalém”
Roger explica que um plano piloto de iluminação começa por entender a cidade, suas origens, suas religiões. Entender a topografia e a geografia, rios, montanhas, vales. Jerusalém é uma cidade onde convivem muitas religiões e onde peregrinos vêm de longe.
A cidade velha foi destruída e reconstruída diversas vezes ao longo de sua história. Por isso há muita arqueologia. A cidade pertence ao reino da Jordânia, mas está ocupada por israel, e sua população é palestina. É uma situação muito complexa. Roger conta que continua sendo muito difícil, após 3 anos e meio de projeto ainda em andamento negociar com os representantes de cada religião. Cada região da cidade é ocupada por povos de quatro religiões diferentes.
Narboni optou por não respeitar essa divisão no projeto. Todas as áreas seriam tratadas igualmente. O projeto partiu de duas ideias principais:
  1. luz natural
  2. escuridão
Durante o dia há muito contraste devido ao posicionamento das ruas sempre no sentido leste-oeste ou norte-sul. Portanto há áreas, inclusive a parte norte do muro das lamentações, que nunca recebe sol direto. E isso é importante para se pensar a luz noturna desse lugar. A luz natural ee muito importante para o projeto da uz noturna, não para se imitar efeitos, mas para que haja uma integração, uma identidade luminosa do lugar. A luz noturna de Jerusalém atualmente é pouca, mal distribuída, caótica. O muro das lamentações é exageradamente iluminado. Ninguém vai lea à noite, é escuro e perigoso. 
Narboni escolheu como símbolo para o projeto a pedra Jasper, pois queria algo significativo mas que não estivesse ligado a nenhuma religião. A aparência da pedra é de que carrega muitas camadas da paisagem.
A proposta consiste em:
iluminar os rios;
deixar os cemitérios muito escuros;
iluminar os monumentos, os templos, as ruas e as árvores;
iluminar o muro que envolve a cidade com uma luz amarelada;
deixar o resto escuro.
A intenção é criar ambientações noturnas, mas trazendo segurança e estimulando a ocupação das ruas no período noturno. As morfologias escolhidas não separam a cidade por região, mas pelo contrário, as integram.





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