21 de outubro de 2011

Palestra Thomas Shielke (Dinamarca)


“Luminous walls: from satined glass windows via modernist wallwashing to pixelated planes”
A pesquisa procura revelar que tipo de espaço social se produz através de paredes luminosas. Na arquitetura gótica os enormes vitrais usavam a luz filtrada para exibir cenas bíblicas. Na arquitetura japonesa as paredes luminosas são não-informativas. Ele cita o livro de Junichiro Tanizaki, “Em louvor da sombra”, em que o autor descreve o papel japonês como produtor de uma suavidade presente em toda a cultura japonesa.
Shielke mostra imagens de arquitetura bizantina com paredes de gráficos recortados que filtram a luz para o interior da edificação. Também ressalta a simetria presente nessas composições.
Cita Frank Lloyd Wright e suas paredes de vidro que tangenciam a imaterialidade, criando uma transparência para o real de fora e uma distorção criando certa virtualidade. Na arquitetura de Mies van der Rhoe cada plano vertical ee um elemento por si só e torne-se uma tela para a luz difusa e homogênea.
No edifício criado por Jean Nouvel, do Instituto Mundo Árabe ele chama a atenção para o mecanismo que abre e fecha a “parede-diafragma” para controlar a entrada de luz no espaço.
Atualmente as paredes luminosas são compostas por pixels e podem ser programadas para exibir imagens nítidas. Projeções em vídeo de alta definição podem transformar paredes em espaços de múltiplas experiências em 3D.
Ele mostra duas imagens: o Seagram Building com uma perede lavada de luz e outra com imagens em pixels. E levanta uma questão: este recurso é a arquitetura em si ou uma ferramenta para torná-la mais atraente?

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