20 de outubro de 2011

Palestra Paul Marantz (USA)

Palestra introdutória: Paul Marantz (USA) 

“Como o Ipad pode salvar a lâmpada incandescente”
Para Paul Marantz todas as ferramentas para iluminação são úteis. Numa mesma tela, ele coloca a imagem de uma lâmpada incandescente - recentemente banida do mercado europeu - e de um Ipad. Com uma crítica subliminar ao banimento se coloca favorável à utilização de fontes das mais antigas à mais atuais.
Energia é um assunto que causa controvérsia: é nossa amiga ou inimiga? Ao mesmo tempo que precisamos dela para alimentar nossos automóveis, computadores, etc, causa guerras e disputas de poder muito ruins para a humanidade.
Segundo ele, tudo gira em torno do consumo. Os automóveis são o maior desafio, é improvável que haja uma solução para o consumo de fontes de energia esgotáveis. Se coloca contrário à proibição da lâmpada incandescente, que compara à proibição do álcool nos Estados Unidos na década de 20. Entretanto é necessário reduzir o consumo de energia elétrica, segundo ele. “Temos que pensar em racionamento”. E propõe alguns caminhos, como por exemplo criar uma sobre taxa para quem consumir mais energia elétrica do que o estabelecido por metro quadrado de uma construção.
Marantz exibe um software que avalia o consumo de energia de uma habitação, por exemplo, separando por uso. Assim é possível conscientizar-se sobre o consumo, e assim tomar as decisões certas nos cortes, por exemplo no desperdício com luzes acesas desnecessariamente. Com isso, segundo ele, pode-se reduzir muito o consumo de energia, sem banimentos.
Palestra “Iluminando o prédio mais alto do mundo: o Burj Khalifa, em Dubai”
Por motivos desconhecidos, Marantz deu uma palestra muito breve, terminando meia hora antes do horário. Ainda assim, vai aqui a minha transcrição.
A iluminação do edifício residencial foi feita com projetores de vapor metálico colocadas em ângulo vertical, rente à fachada. Segundo ele, uma luz lavada frontal incomodaria os residentes e geraria muita luz desperdiçada, que não iria atingir a fachada, criando vazamentos e poluição luminosa. Desta forma, tentou aproveitar toda a luz instalada na fachada, segundo ele, “para não levar bronca do pessoal do Dark Sky” (ele se refere à Dark -Sky Association, que busca reservar o ambiente noturno).




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