20 de outubro de 2011

Palestra Malcom Innes (UK)


“Porque está tão escuro aqui? - percepção do brilho em níveis baixos de iluminância em museus”
Innes cita a dimerização como meio muito utilizado para se atingir os níveis de 50 luz recomendados para obras de arte muito sensíveis à luz como sendo uma solução ruim. Ele costuma usar um outro truque: desafinar a luz, deixando boa parte do foco para fora da obra e deixar sobrar apenas uma parte mais suave da luz na obra, e dmerizando o mínimo possível, a ponto de não mudar significativamente a temperatura de cor.
Segundo sua hipótese baseada na observação e na experiência, luz baixa com baixa temperatura de cor provoca a sensação de que o objeto está pouco iluminado. No entanto, a mesma iluminância com uma temperatura de cor mais alta provoca a sensação de que o objeto está melhor iluminado.
Innes se pergunta: “A temperatura de cor afeta nossa percepção do brilho em baixos níveis de iluminância?” E desenvolve uma pesquisa para comprovar sua hipótese.
Ele realiza um protótipo em tamanho real para testar sua teoria, com um luxímetro anexado a uma imagem e mudando as fontes de luz que incidem sobre a imagem- lâmpadas de baixa voltagem e LEDs. Pessoas que participaram do teste deveriam controlar a intensidade das lâmpadas com diferentes temperaturas de cor para que ambas parecessem com a mesma luminosidade.
Os resultados comprovam com alguma margem de erro - ele reconhece - que a temperatura de cor mais branca atingira o objetivo visual proposto com menos iluminância (medida pelo luxímetro em lux) do que a lâmpada de baixa voltagem de temperatura de cor mais amarela.
Entretanto no teste com LEDs as pessoas que fizeram parte da pesquisa se confundiram muito para conseguir combinar as temperaturas de cor de 3.000K e 4.000K, e os valores oscilaram muito, invalidando essa parte da pesquisa.
As conclusões são:
  1. A lâmpada de baixa voltagem sem dimerização parece mais brilhante;
  2. testes com LEDs mostram que o efeito de luminosidade não se traduzem em diferentes temperaturas de cor;
  3. luxímetros não são bons indicadores de brilho em níveis baixos;
  4. Para os participantes foi muito difícil diferenciar temperatura de cor de brilho.



2 comentários:

  1. essa de desafinar a luz pra sobrar a luz certa na obra a gente ja fazia, hem? hehe
    mto boa a iniciativa de escrever!
    Parbéns pelo blog e obrigada por compartilhar tanta informaçao legal!
    beijão, Cris

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  2. Nossa, Cris, essa é mesmo velha do nosso repertório!! E a gente faz as coisas intuitivamente. Acho legal quando alguém sistematiza assim conhecimentos intuitivos e passam para o conhecimento geral. tento fazer isso quando dou aula!
    Beijos,

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