20 de outubro de 2011

Palestra Edward Bartholomeu (USA)


“Aplicação do escuro - Um modelo para um design baseado em luminâncias que cria um ambiente mais balanceado, mais rico e sustentável.”
O escuro e a sombra são os elementos que permitem ver o detalhe das coisas, é assim que o fotógrafo traduz o mundo visível. O cérebro humano é capaz de se adaptar às mais variadas condições de luminosidade. São dois tipo de adaptação: global e local.
Bartholomeu explica que o homem possui um tipo de visão especialmente adpatada ao escuro, chamada “scotopic vision”, que permite que alguns detalhes sejam percebidos mesmo com pouca luminosidade ambiente.
Para avaliar se um dado ambiente possui uma boa visibilidade, ele mostra um modelo em que a foto do ambiente é transformada em um gráfico de “cores falsas”, que estabelece uma gradação para as luminâncias em cada elemento do ambiente. Com isso, consegue comparar as diferentes luminâncias para entender melhor os contrastes. O que é melhor para se entender o espaço? Contraste, ele mesmo responde.
Bartholomeu faz uma ressalva: as imagens mentem. Elas não nos contam toda a experiência que o espaço proporciona. Mas podem servir de base para análises.
Para ele, há 5 variáveis no escuro:
  1. área
  2. contraste
  3. material
  4. adaptação
  5. luminância
Com estas variáveis se consegue um “escuro composicional”, como o Chiaroscuro da pintura barroca, por exemplo. Ele cita também os estudos sobre sombra feitos por Leonardo da Vinci. Compara a experiência da luz no teatro, que se desenvolve sobre uma caixa preta com a experiência da luz na arquitetura da caixa branca.
Ele traça as seguintes relações:
a luz estimula a visão, longas distâncias e objetividade
a sombra estimula os outros sentidos (audiçnao, tato, olfato, paladar), os detalhes e a subjetividade.
www.exquisedarkness.com

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